Preservados para sempre

Estes Magnuns, anunciados por ordem crescente de número do chassi, com ou sem novas crises, quer de petróleo, quer de bolsas de valores, embalarão os sonhos de muitos ainda.

Se você foi proprietário de um dos Dodge Magnum visualizados neste site, noticie-nos do fato para que, com a concordância do atual proprietário, enriqueçamos a história do exemplar catalogado.

Chassi: 91.144 (em elaboração)

Ar-condicionado Direção hidráulica Quadrijet Holley Coletor Edelbrock Alavanca Pistol Grip Hurst Volante Lotse de madeira Rodas 15" Magnum Faixas adesivas do Charger 78

Chassi: 92.947, I

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Consta nas páginas 110 e 111 do livro Dodge História de uma Coleção, de Alexandre Badolato, Editora Alaúde, 1ª. edição em Abril 2009:

“Em 1992, meu amigo Renato tinha recebido a informação de que o senhor Kasinski, então proprietário da fábrica de amortecedores Cofap, estava se desfazendo da uma coleção de carros nacionais zero-quilômetro que ele possuía, e um dos carros à venda era um Dodge Magnum 1981 ainda zero-quilômetro …  Um Magnum 1981 branco paina com teto e interior marrom, ainda com restos da cera de carnaúba que era aplicada para proteger os carros no pátio da fábrica.  O carro tinha rodas de Charger R/T 1979, que, segundo consta, saíram de fábrica em algumas das últimas unidades.  O interior, ainda com restos de plásticos nos bancos, não tinha veludo navalhado tão característico, mas sim o novo veludo fininho, padrão Volkswagen …  O hodômetro marcava 2.100 quilômetros, que, segunda a pessoa que nos atendeu, foram praticamente todos “rodados” sobre cavaletes …”: melhor introdução à história desse exemplar impossível.

O narrador não adquiriu o Magnum, pertencente a um dos sobrinhos de Abraham Kasinsky, fundador da Cofap e das motos Kasinski; quem o fez, em 1995, foi um afamado comerciante paulistano de peças para Dodges.  Na transferência, as placas então amarelas (imagem 2) foram substituídas pelo sistema alfanumérico vigente até o final de 2020. A unidade em pauta, por anos, abrilhantou os eventos da época (imagens 3 até 6) já sem os frisos laterais, retirados por completo durante reparo na funilaria causado por pequeno incidente no trânsito, visto não mais haver disponibilidade no mercado de reposição do marcante adorno do modelo Magnum.

postagem 1

Chassi: 92.947, II

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Complementando as alterações não significativas nas características originais desse exemplar, o segundo proprietário substituiu as já valiosas rodas de liga leve e as laterais das portas, acrescentou fina faixa lateral, um “charmoso bigode” na tampa do porta-malas (imagens 1 até 4) e, por infelicidade, danificou parte do banco do passageiro (imagem 5).

Em 2004, o Magnum em voga deixou a capital paulista para engrandecer o acervo automobilístico de um tradicional colecionador de Itapira, SP, que mantinha os bens em nome da Pessoa Jurídica.  Problemas conjunturais ocasionaram a falência da empresa, e o carro, com 17.497 quilômetros, conforme sentenciou o edital de leilão, e com as rodas e calotas originais de um de seus “irmãos” (imagem 6), foi arrestado, leiloado e arrematado em 30 de Novembro de 2011 por um apreciador da marca, também de Itapira.

postagem 2

Chassi: 92.947, III

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Em Março de 2012, a unidade retratada, com 17.623 quilômetros (imagem 1), roda e pneu de estepe ainda original de fábrica (imagem 2), estava à procura de nova garagem (imagens 3 até 6).

postagem 3

Chassi: 92.947, IV

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Apesar das inúmeras propostas recebidas, optou o quarto proprietário por manter o Magnum ao lado de seus demais Dodges, inclusive um exemplar com 12.376 quilômetros, que, há alguns anos, é parte integrante do acervo do “Museu do Dodge”.  Estacionado em um barracão (imagens 1 até 4), esporadicamente foi utilizado (imagens 5 e 6).

postagem 4

Chassi: 92.947, V

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Encerrou a unidade em pauta sua temporária hibernação apenas em Novembro de 2017, quando o hidrômetro marcava 18.868 quilômetros (imagem 1).  O quinto proprietário devolveu ao carro absolutamente todas as características originais de quando fabricado, além de substituir a parte danificada do banco do passageiro (imagem 2).  Faz ele questão de, por intermédio dessa catalogação, deixar gravado seu pessoal agradecimento a Fábio de Cillo Pagotto, que cedeu o jogo sobressalente de rodas de liga leve que possuía havia anos (imagem 3), e a José Nembri Zembrod, pela cessão dos raríssimos frisos laterais de fabricação nacional.

Muitos dos antigos admiradores dos carros fabricados pela Chrysler do Brasil, conhecedores desse Magnum em particular, tinham ciência da “lenda” de que o segundo proprietário, que até os presentes dias comercializa peças de Dodges, quando da substituição das laterais das portas pelas dos RT’s ano 1978, guardara as originais.  Procurado, o que era “lenda” deixou de ser: estavam elas (imagens 4 até 6) embrulhadas e depositadas no mesmo local desde Novembro 1997, conforme ostentava a etiqueta fixada no plástico que envolvia o material.

postagem 5

Chassi: 92.947, VI

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As imagens 1 até 4 retratam como esse inigualável Magnum está, o nono menos rodado do Brasil, conforme ranking de “Jesuis Chrysler” no Facebook (imagens 5 e 6), com não completados 20.000 quilômetros neste Fevereiro 2021.

postagem 6

Chassi: 92.147, VII final

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Como o autor do citado livro na introdução da catalogação desse exemplar anunciou 2009, ainda mais válido atualmente, “Hoje em dia, sei de pouquíssimos carros que ainda têm esse tipo de interior original de fábrica …”, queremos crer que a unidade em voga permanecerá no estado em que está (imagens 1 até 6) para que não somente a temporária geração aprecie-o como quando fabricado em meados de 1981.

postagem 7

Chassi: 000713

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Chassi 000713, simplesmente o  P R I M E I R O entre os PRIMEIROS Dodges Dart’s fabricados no Brasil pela Chrysler do Brasil SA.  Por hoje ser o PRIMEIRO Dodge brasileiro é que figura em nossa catalogação.

Por “obra do destino” é cor amarelo carajás, idêntica a da unidade apresentada quando de seu lançamento em Setembro de 1969.

 

Chassi: 92.146, I

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Foi no dia 30 de Novembro de 1979 que a hoje, Novembro 2018, septuagéssima primeira unidade remanescente da Linha 1980 deixou a concessionária Piracema Automóveis LTDA, em Piracicaba, São Paulo (imagens 2 e 3).  Conforme sentencia sua plaqueta de identificação (imagem 1), o especial Magnum, além dos vários itens de série, possui ar-condicionado e câmbio hidramático; enfim, é um veículo completíssimo, a versão mais luxuosa dos produzidos pela Chyrsler do Brasil, o topo dos modelos Dodges.

Ostentava o sempre magnífico e em voga especial exemplar as placas  J T  2393, identificadas com a cor amarela.  Por inexistir, na  época da transformação para o sistema atualmente vigente de três letras e cor cinza -meados da década de 1990-, a cultura imperante em outros países da preservação da documentação histórica individual de cada automóvel licenciado, um hiato de dez anos na trajetória da pautada unidade nos é desconhecida, pelo menos por agora.

Em 12 de Junho de 1990 (imagem 4 à esquerda) o historiado Magnum ressurge em nova garagem, na cidade de Americana, distante apenas 57 quilômetros de Piracicaba, onde por dois anos conservou-se, até que para São Paulo, a capital de todos os paulista, rumou (imagem 4 à direita). Permaneceu na posse de seu então novo proprietário por uma década e meia.

Não demorou muito para que, em virtude de seu avantajado porte e do já intenso tráfego da grande metrópole, o hodiernamente especial exemplar caísse em desuso.  Relegado a um sombrio espaço na garagem (vide postagem 92.146, II), nem mesmo o licenciamento anual foi renovado (na imagem 5 à esquerda, o último comprovante do ato obrigatório junto ao Detran SP -01/Outubro/1999-; à direita, dezesseis anos e um mês depois, quando legalmente “renasceu” para o tráfego diário -31/Outubro/2016-).  Vale ressaltar que permaneceram “adormecidos” no amplo espaço alguns outros automóveis, dentre eles um Dodge Charger R/T ano 1971.

Mas por qual motivo o especial Magnum deixou sua hibernação (vide postagem 92.146, III)?  Simples: o então proprietário permutou-o por peculiar e, no Brasil, raro equipamento necessário à expansão de sua empresa.  O novo detentor da posse da especial unidade, aficionado pelos fuscas, tão logo findada a remontagem a cargo do vendedor (vide postagem 92.146, IV e 92.146, IVa), conforme negociado por ambos, de imediato, em 15 de Dezembro de 2016, colocou-o à venda (vide postagem 92.146, V).

E no dia 29 de Dezembro de 2016, o especial Magnum ganhou novo proprietário e nova garagem (vide postagem 92.146 VI).  Na imagem 6, quando da Vistoria de Identificação Veicular, laudo obrigatório no estado de São Paulo para a transferência de propriedade de veículos.