Preservados para sempre

Estes Magnuns, anunciados por ordem crescente de número do chassi, com ou sem novas crises, quer de petróleo, quer de bolsas de valores, embalarão os sonhos de muitos ainda.

Se você foi proprietário de um dos Dodge Magnum visualizados neste site, noticie-nos do fato para que, com a concordância do atual proprietário, enriqueçamos a história do exemplar catalogado.

Chassi: 000713

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Chassi 000713, simplesmente o  P R I M E I R O entre os PRIMEIROS Dodges Dart’s fabricados no Brasil pela Chrysler do Brasil SA.  Por hoje ser o PRIMEIRO Dodge brasileiro é que figura em nossa catalogação.

Por “obra do destino” é cor amarelo carajás, idêntica a da unidade apresentada quando de seu lançamento em Setembro de 1969.

 

Chassi: 92.146, I

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Foi no dia 30 de Novembro de 1979 que a hoje, Novembro 2018, septuagéssima primeira unidade remanescente da Linha 1980 deixou a concessionária Piracema Automóveis LTDA, em Piracicaba, São Paulo (imagens 2 e 3).  Conforme sentencia sua plaqueta de identificação (imagem 1), o especial Magnum, além dos vários itens de série, possui ar-condicionado e câmbio hidramático; enfim, é um veículo completíssimo, a versão mais luxuosa dos produzidos pela Chyrsler do Brasil, o topo dos modelos Dodges.

Ostentava o sempre magnífico e em voga especial exemplar as placas  J T  2393, identificadas com a cor amarela.  Por inexistir, na  época da transformação para o sistema atualmente vigente de três letras e cor cinza -meados da década de 1990-, a cultura imperante em outros países da preservação da documentação histórica individual de cada automóvel licenciado, um hiato de dez anos na trajetória da pautada unidade nos é desconhecida, pelo menos por agora.

Em 12 de Junho de 1990 (imagem 4 à esquerda) o historiado Magnum ressurge em nova garagem, na cidade de Americana, distante apenas 57 quilômetros de Piracicaba, onde por dois anos conservou-se, até que para São Paulo, a capital de todos os paulista, rumou (imagem 4 à direita). Permaneceu na posse de seu então novo proprietário por uma década e meia.

Não demorou muito para que, em virtude de seu avantajado porte e do já intenso tráfego da grande metrópole, o hodiernamente especial exemplar caísse em desuso.  Relegado a um sombrio espaço na garagem (vide postagem 92.146, II), nem mesmo o licenciamento anual foi renovado (na imagem 5 à esquerda, o último comprovante do ato obrigatório junto ao Detran SP -01/Outubro/1999-; à direita, dezesseis anos e um mês depois, quando legalmente “renasceu” para o tráfego diário -31/Outubro/2016-).  Vale ressaltar que permaneceram “adormecidos” no amplo espaço alguns outros automóveis, dentre eles um Dodge Charger R/T ano 1971.

Mas por qual motivo o especial Magnum deixou sua hibernação (vide postagem 92.146, III)?  Simples: o então proprietário permutou-o por peculiar e, no Brasil, raro equipamento necessário à expansão de sua empresa.  O novo detentor da posse da especial unidade, aficionado pelos fuscas, tão logo findada a remontagem a cargo do vendedor (vide postagem 92.146, IV e 92.146, IVa), conforme negociado por ambos, de imediato, em 15 de Dezembro de 2016, colocou-o à venda (vide postagem 92.146, V).

E no dia 29 de Dezembro de 2016, o especial Magnum ganhou novo proprietário e nova garagem (vide postagem 92.146 VI).  Na imagem 6, quando da Vistoria de Identificação Veicular, laudo obrigatório no estado de São Paulo para a transferência de propriedade de veículos.

Chassi: 92.146, II

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Adormecido.

Chassi: 92.146, III

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Despertando.

Chassi: 92.146, IV

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Chassi: 92.146, IVa

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Reformado?  Restaurado?  Não, desmontado e remontado.

Chassi: 92.146, V

De quando anunciado para venda.

Chassi: 92.146, VI

A caminho da nova garagem.

Chassi: 92.146, VII

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Com parcimônia, o novo detentor da posse da especial unidade complementou o trabalho iniciado por quem, por quinze anos, fora seu proprietário: devolveu a cor original ao motor resgatando a originalidade de seus componentes e revitalizou a pintura.  Para os amantes da originalidade, noticiamos que esse novo vigor que a pintura recebeu não eliminou, obviamente, as poucas marcas que o decorrer dos anos infligiu à lataria.

Chassi: 92.146, VIIa

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Coroando os esforços do novo proprietário do especial Magnum na retomada do pouco que restava para deixar o veículo originalíssimo, como quando foi pela Chrysler do Brasil fabricado no iniciar de Outubro de 1979, quem em Americana o adquiriu disponibilizou os característicos apliques às janelas, bem como as calotas raiadas, conforme imagem 1.

Nos demais quadros, a especial unidade está retratada com as rodas de um de seus “irmãos” de garagem.  Acerca das rodas rallye originais, quatro das cinco possuem a mesma numeração de fábrica: 30.484.  Em virtude da única destoante do conjunto ser a gravada como 30.504, um funcionário da montadora, quer crer seu proprietário, inadvertidamente inseriu-a como a do estepe.